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Thaisa supera lesão grave e leva Minas ao título: "Fui ao fundo do poço e voltei"

  • Foto do escritor: MDD Sports
    MDD Sports
  • 1 de mai. de 2022
  • 3 min de leitura

Central afirma ter tido crises de ansiedade durante os dois meses e meio que ficou fora das quadras: "Chorei. Não conseguia dormir, não conseguia respirar. Tinha medo de não conseguir"


Durante todo aquele tempo, Thaisa precisou se manter firme. Ainda que estivesse desabando por dentro, a bicampeã olímpica tentou não abalar um grupo que já andava em baixa. A lesão na fíbula direita fez com que a central ficasse dois meses e meio fora das quadras. Tempo demais para um Minas que tentava se reerguer. Ela, porém, conseguiu. Ao voltar pouco antes dos playoffs da Superliga, logo se tornou fundamental para o time. Ao conquistar o título nacional mais uma vez na noite de sexta, coroou uma temporada de superações.

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Foto: Wander Roberto/I

- Eu tive crises de ansiedade. Chorei. Não conseguia dormir, não conseguia respirar. Nas horas que eu estava lesionada e não podia treinar. Eu consegui sair disso. Voltei na fase mais difícil e consegui ajudar minha equipe. Eu falo isso para mostrar para as pessoas que a gente consegue ser mais forte que os nossos problemas, nossas dores. Eu fui ao fundo do poço, mas voltei. Eu tinha esse medo de não conseguir voltar em alto nível - disse a jogadora, eleita uma das melhores centrais da Superliga.


As incertezas marcaram a recuperação da central. Thaisa não tinha certeza se conseguiria voltar às quadras na temporada. No fim, porém, saiu premiada.

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Você ficar fora uma semana, duas, três, é uma coisa. Mas ficar fora dois meses e meio... Você sai de uma lesão e entra em outra. É muita incerteza, muito medo. E agora, o que eu faço? E se eu for e me machucar de novo? Foi muito duro. Só quem estava do meu lado que sabe. Eu chegava na quadra e tentava mostrar para as meninas que estava tudo bem, sorrindo, mostrar que sou forte. Para ninguém perceber. Eu já estava fora, e ainda vou mostrar que não estou bem? Foi uma fase muito complicada, mas saí premiada por Deus, principalmente.


Thaisa afirma que o grupo ficou cercado por dúvidas inclusive sobre uma classificação aos playoffs. A partir dos playoffs, porém, viu o time se fortalecer rumo ao título.

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- Ninguém acreditava nem que a gente ia classificar. Isso é verdade. A gente ouviu isso. Inclusive de gente muito próxima. Eu acho que foi o momento que a gente mais se fechou, pelo menos para conseguir chegar na final. Antes do primeiro jogo, eu falei: “Gente, a gente vai jogar bem, vai jogar junto, e ninguém vai entender nada”. E ganhamos muito bem o primeiro. E a Bruninha (Melato, fisioterapeuta) disse: “Thai, ninguém entendeu mesmo”.


A fisioterapeuta, aliás, foi essencial para que Thaisa voltasse bem às quadras. Bruna foi quem ficou ao lado da central durante todo o tempo fora, se multiplicando nos papéis.


- Eu acho que ela era quem mais vibrava a cada ponto meu. Ela foi tudo para mim. Foi minha psicóloga, fisioterapeuta, amiga. Se não fosse por ela... Desculpa a palavra, mas ela é muito f***. É isso, são os bastidores. É vitória do grupo, cada um fazendo o seu.


A liderança das referências do time também foi fundamental para que o Minas se reerguesse. Durante a fase de classificação, a equipe sofreu com ausências e problemas, dentro e fora de quadra. Thaisa, ao lado de Carol Gattaz e Leia, tentou mudar o clima e fazer o time voltar à briga.


- Passamos por muitas adversidades na temporada. Eu me coloco dentro dessa liderança, junto com a Carol (Gattaz), junto com a Leia. A gente conseguiu, de alguma maneira, trabalhar a empatia, carinho e conexão, que era o que estava faltando. E conseguimos isso no momento certo, antes dos playoffs. Esse trabalho de liderança foi o mais importante de tudo. Entramos nas finais sabendo que não éramos favoritos. E fizemos nosso jogo, sabendo que cada uma teria de fazer um pouquinho. E deu tudo certo.


Minas chegou ao seu quinto título nacional entre as mulheres. O primeiro veio quando a competição ainda era chamada de Liga Nacional, na temporada de 1992/1993. Depois, voltou a ser campeão em 2001/2002. Nos últimos anos, porém, foi quando deu início ao seu domínio na Superliga, com os troféus nas temporadas 18/19, 20/21 e agora. Não fosse o Covid-19, que deixou sem fim a disputa em 19/20, o currículo poderia ser ainda maior. Confira a lista com os todos os campeões da Superliga.


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