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Bia Haddad, livre de lesões, tenta voltar aos trilhos no US Open: "Estou 100%"

  • Foto do escritor: MDD Sports
    MDD Sports
  • 28 de ago. de 2023
  • 3 min de leitura

Após deixar Wimbledon por conta de uma contratura nas costas, Bia Haddad acumulou resultados ruins. Nesta segunda, estreia no Aberto dos EUA em busca da redenção no ranking da WTA


O maior nome do tênis brasileiro na atualidade não é mais novidade no circuito internacional. Com 27 anos, Bia Haddad é a atual número 19 do ranking e soma resultados de impacto na temporada como a classificação para as semifinais de Roland Garros. Desta vez, em Nova York, no Aberto dos Estados Unidos, Bia quer fechar bem um ano que alternou grandes vitórias e algumas frustrações inesperadas, como a lesão que a tirou do torneio de Wimbledon neste ano.


Na estreia do último Grand Slam de 2023, Bia Haddad enfrentará a norte-americana Sloane Stephens, campeã do US Open em 2017. Este será o segundo confronto entre Haddad e Stephens. Em fevereiro de 2019, a brasileira superou a americana por 2 sets a 0 (6/3 e 6/3) em Acapulco, no México. O Aberto dos Estados Unidos começa nesta segunda-feira, e a melhor tenista do Brasil recebeu com exclusividade a reportagem do ge em Nova York para contar como se preparou para o torneio.

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— Foto: Camilo Pinheiro Machado

- Estou bem fisicamente. Ali (lesão em Wimbledon) foi uma contratura muscular muito forte nas costas e infelizmente aconteceu. A gente sempre toma cuidado e fazia tempo que eu não tinha dores e lesões. E essa não foi nem uma lesão, foi algo bem pontual ali, mas infelizmente em um momento que eu não gostaria. Mas já passou e agora estou 100% para o US Open. Claro que nos últimos dois torneios não consegui me desenrolar bem e chegar nas últimas rodadas, mas consegui fazer ótimos treinos. O mais importante é estar consciente do nível de tênis que está sendo jogado, até porque nesse nível todos os jogos são muito duros e são definidos nos detalhe. Eu me sinto bem, feliz e motivada pra essa semana - conta Bia Haddad, que também jogará duplas ao lado de Victoria Azarenka.


Bia está longe de ter superado o auge físico na carreira, mas já é uma atleta experiente. A brasileira se profissionalizou aos 16 anos de idade e passou pela roda gigante comum de atletas prodígios. Pressão por resultados, lesões, críticas exageradas, frustrações, além do maior desafio de um tenista profissional: a auto-cobrança. Bia Haddad precisou fazer ajustes em sua abordagem ao jogo e nesta temporada consegue desvencilhar com maior facilidade as expectativas externas e seu desempenho em quadra.


- A lição principal é não querer controlar o resultado. Já tive experiência no Australian Open, quando eu estava jogando meu mais alto nível de jogos e treinos e perdi na primeira rodada. E em Roland Garros, estava treinando em alto nível, mas fiquei alguns dais sem pegar numa raquete por conta de um incômodo, uma dor e tive aquela sensação que eu poderia estar melhor, e me entreguei, dei tudo e foi a melhor semana da minha carreira. Por isso o mais importante é sentir que está dando o nosso 100%, mas sem criar muitas expectativas sobre resultado. Essa é a mentalidade que eu estou levando e mudou um pouco a maneira como eu lido com um Grand Slam.


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Desde a aposentadoria de Serena Williams, que se despediu das quadras justamente no US Open do ano passado, a polonesa Iga Swiatek (número 1 do mundo) tem dominado os holofotes do circuito feminino. No entanto, o cenário figurado por jovens talentos mostra que o reinado de Iga está sob disputa.


- Acho que (o tênis mundial) está em um momento de transição. Quando entro no vestiário e vejo os últimos nomes que ganharam. Raducanu, Andreescu, Stephens. São meninas que estão nessa faixa etária entre 20 e 30 anos, ainda jovens e todos tiveram por muito tempo esses ídolos, Serena, Federer, Nadal, que dominaram por muito tempo e hoje os vencedores variam mais, o tênis não está no comando só de "x" pessoas. A Iga (Swiatek) até poderia ser essa atleta no feminino, mas mesmo assim, quando ela entre em quadra, não há a certeza de que irá ganhar. É um circuito bem aberto, mas é bacana, porque a cada semana uma nova menina pode acreditar que aquela é a semana dela. Bom para o público também esse equilíbrio.


Fonte;ge.globo

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