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Análise: Atlético-MG faz clássico de alta intensidade, reage e vence a primeira em 2026

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    MDD Sports
  • há 5 minutos
  • 3 min de leitura

Análise: Atlético-MG faz clássico de alta intensidade, reage e vence a primeira em 2026


Alvinegro supera vacilo defensivo, trava meio-campo do Cruzeiro e recupera confiança pré-Brasileiro


Um clássico é capaz de mudar os rumos de uma temporada. Para o Atletico-MG, a vitória de virada sobre o Cruzeiro, nesse domingo, na Arena MRV, trouxe paz e fôlego para o Campeonato Mineiro e também para o início de Brasileiro. Tudo isso com a participação direta de um ídolo no resultado.


Jorge Sampaoli colocou o time esperado em campo. Quatro dos seis reforços iniciaram na escalação inicial. A surpresa ficou por Victor Hugo, que ganhou a vaga de Igor Gomes.

O clássico iniciou em ritmo acelerado, pegado e de estratégias bem definidas para subir a marcação e encurralar a saída de bola do adversário.


O Atlético fez isso muito bem quando o Cruzeiro cobrava tiro de meta. Cerca de seis jogadores ficavam na área, em marcação individual, para dificultar a construção e tentar recuperar a bola mais perto do ataque. A ideia foi bem executada. Em uma das chances, Victor Hugo recebeu passe, após recuperação de bola na entrada da área, e finalizou colocado, quase abrindo o placar.


Do outro lado, o Cruzeiro não trazia grandes riscos. Mas precisou de uma só vez para o Alvinegro voltar com um fantasma: a fragilidade defensiva. Kaiki recebeu na esquerda e cruzou para a área. Renan Lodi - mais próximo de Kaio Jorge - optou por fazer a linha de impedimento e deu um passo para trás. Em condições, o camisa nove saiu na cara do gol e abriu o placar.


O gol fez o time alvinegro se adaptar de outra forma ao jogo. Também precisou lidar com a perda de Preciado, lesionado. Ainda reclamou de um pênalti não marcado nos minutos finais do primeiro tempo.


O Atlético voltou para o segundo tempo disposto a dominar as ações e transformar essa alta intensidade em volume ofensivo, criando chances para empatar. Deu certo. O time precisou de 10 minutos para isso. Em jogada pela esquerda, Dudu ganhou da marcação e fez um cruzamento preciso na área. Bem posicionado, Bernard empurrou para o gol.

A postura ofensiva - de marcação agressiva - foi ainda maior após o gol - colocando o Cruzeiro nas cordas. O caminho era o lado esquerdo, com Dudu vencendo quase todos os duelos.


O clássico ficou aberto. Os comandados de Tite conseguiam também chegar com perigo. Em uma boa chance, Everson fez boa defesa. Até ali, Hulk tinha um papel discreto no jogo. Brigava bastante para ganhar as jogadas, ajudava na marcação, mas, na hora do último passe, do toque final, pecava.


Quem carrega o peso de ser decisivo, diferenciado, precisa de uma bola para resolver. Aos 22 minutos, Scarpa acionou Hulk pelo meio. O camisa sete tirou Jonathan Jesus para dançar, ajeitou com calma e acertou chute no canto, da entrada da área, para tirar o goleiro Cassio da jogada. Um golaço.


GOLAÇO DE HULK!

Em vantagem, o time ficou ainda mais leve no campo. As opções que vieram do banco - Scarpa, Reinier e Cuello - deram mais fôlego e mantiveram o nível. O Galo criou para fazer o terceiro, mas pecou no detalhe, deixando um clima de tensão até o minuto final.

O clássico transforma um jogo normal em algo maior. Quando você adiciona uma sequência de quatro jogos sem vencer, pressão externa, e uma hegemonia no estadual ameaçada, o resultado transcende os três pontos. Com o Brasileiro na porta, o Atlético precisava entrar na temporada.






Atlético-MG x Cruzeiro; Bernard — Foto: Gilson Lobo/AGIF




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