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Patinação artística nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026: entenda os saltos e movimentos

  • Foto do escritor: MDD Sports
    MDD Sports
  • há 16 horas
  • 6 min de leitura

Patinação artística nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026: entenda os saltos e movimentos


A patinação artística fascina por combinar saltos e giros com música e coreografia. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, o Olympics.com explica mais sobre os movimentos realizados na modalidade.


Grande parte da beleza da patinação artística está na combinação entre arte e beleza que os atletas colocam no gelo. Os movimentos precisos e graciosos se encontram com saltos executados com tamanha força que chegam a desafiar a gravidade. Não à toa vai atrair torcedores de todo o mundo para os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026.


Imperceptíveis para quem não está familiarizado ao esporte, os detalhes técnicos fazem toda a diferença entre uma rotina bem-sucedida de outra que não encanta torcida e juízes. Um patinador precisa combinar diferentes elementos em poucos minutos, alternando entre saltos e giros, para ganhar uma boa nota em seus programas. Contudo, o que são estes elementos e como eles se conectam entre si para entregarem apresentações verdadeiramente emocionantes?


Não há dúvidas de que os saltos são responsáveis por boa parte da pontuação (e emoção) da patinação artística. Desempenhos como os de Ilia Malinin, primeiro atleta a fazer um quádruplo axel, realmente são impressionantes. Porém, há também os spins (giros) e step sequences que são igualmente fascinantes – e exigentes.


Com a proximidade de Milano Cortina 2026 e a oportunidade de acompanhar alguns dos melhores patinadores do mundo, o Olympics.com traz mais detalhes dos elementos e movimentos que tornam a patinação artística um dos esportes mais lindos do programa Olímpico.


Quais são os elementos que compõem o programa individual na patinação artística?

Basicamente, há quatro elementos principais que os atletas devem utilizar tanto no programa curto quanto no longo nas provas individuais (masculino e feminino).


Saltos (jumps)

São os mais conhecidos dos torcedores pelo impacto visual. Neles, os atletas ‘voam’ na pista e executam rotações enquanto estão no ar. O movimento consiste em impulsão (deslizar no gelo para ganhar velocidade), decolagem (a partir dos patins), voo e aterrissagem (para completar o elemento).


São divididos de acordo com a base de impulsão. Saltos realizados a partir da borda da lâmina são chamados de edges, enquanto os realizados a partir do toe pick (dentes serrilhados na ponta da lâmina) são os toes. Há também a caracterização por quantidade de rotações: duplos, triplos ou quádruplos dependendo do número de voltas que o patinador completa.


Giros (spins)

Também são rotações que o patinador executa em seu próprio eixo, mas em um único ponto na superfície. O movimento também consiste em quatro etapas: preparação, entrada, giro e saída, enquanto é dividido por giros para frente (com o fio interno traseiro do patins) e para trás (fio externo traseiro).


Há três tipos de giros com suas respectivas subdivisões: o sit spin, quando é executado com o patinador ‘sentado’ e posicionado sobre um dos pés; o camel spin, realizado com um dos pés enquanto a perna livre é estendida para trás (semelhante à posição arabesco, no balé); e o upright spin, com o patinador em pé e a perna livre em diferentes posições. Por fim, há o flying spin, que consiste na combinação de um salto com um giro.


Sequência de movimentos (step sequence)

São movimentos e curvas que os atletas costumam fazer em suas apresentações, sobretudo no programa curto. Nele, é necessário utilizar toda a superfície do rink de patinação artística e, sobretudo, mostrar variações com os pés enquanto deslizam no gelo. É um elemento que depende muito da música e coreografia do competidor.

Entre os movimentos destacam-se o 3-Turn, elemento que exige tanto uma troca de direção quanto de fio utilizado para deslizar no gelo. Saltos não listados na apresentação podem ser utilizados durante o step sequence com diferentes rotações; se estiver listado como salto obrigatório no programa, só poderá ser usado na versão simples (uma rotação).


Sequência coreográfica

Elemento utilizado no programa longo, consiste em uma sequência que combina movimentos artísticos (que fazem parte da coreografia do atleta) com movimentos técnicos, entrelaçados pelo movimento de deslizar e giros. Diferentemente de outros elementos, a nota se dá mais pela criatividade do que pelo valor-base isolado.


Nele, é permitido diferentes movimentos, como espirais (deslizar com uma perna levantada), spread eagles (quando o atleta desliza com os patins em posição de V), hydroblading (quando a pessoa inclina o corpo durante o deslize, ficando quase em paralelo à superfície), além de saltos mais simples e giros.




Quais são os saltos da patinação artística?

Existem seis saltos principais (e um usado mais em transições) na patinação artística. Cada um deles é possível adicionar rotações (duplo, triplo e quádruplo) para potencializar a nota. Confira os principais detalhes de cada um deles:


  • Flip: creditado a Bruce Mapes, não recebeu o nome de seu criador. Trata-se de um salto que começa com uma virada. Com a borda interna traseira no gelo, o atleta alonga a perna livre para trás para pegar impulso com o toe pick. A aterrissagem é feita pelo mesmo pé utilizado para o toe pick.

  • Lutz: nome em homenagem ao austríaco Alois Lutz. É muito parecido com o flip, mas nele o atleta começa de costas com a borda externa da lâmina para deslizar e, depois, utilizar o toe pick da perna livre para pegar impulso. A aterrissagem também se dá pela lâmina utilizada para a impulsão. Uma forma de diferenciar os dois saltos é que o Lutz não tem a ‘virada’ no início.

  • Toe Loop: também chamado de ‘Toe’, é creditado novamente a Bruce Mapes. A decolagem começa com a borda externa traseira, assim como o Lutz, e a perna livre utilizará o toe pick para dar impulsão. A diferença é que a aterrissagem será no mesmo pé de apoio, ou seja, a borda externa traseira.

  • Loop: também chamado de Rittberger em alguns países (em homenagem ao alemão Werner Rittberger), o loop é um dos saltos mais ‘básicos’ da patinação artística. O salto começa – e termina – com a borda externa traseira da lâmina do mesmo pé. As pernas ficam praticamente cruzadas, facilitando o giro.

  • Salchow: nome em homenagem ao sueco Ulrich Salchow, criador do elemento. Um dos primeiros a serem aprendidos pelos patinadores, a decolagem do salto começa com a borda interna traseira da lâmina e termina com a borda externa traseira do outro pé, exigindo maior concentração dos atletas.

  • Axel: é considerado o salto mais difícil da patinação por ser o único em que o patinador projeta para frente (e não para trás). Batizado em homenagem ao norueguês Axel Paulsen, a decolagem começa com a borda externa dianteira e conta com uma espécie de ‘chute’ da perna livre para as rotações; a aterrissagem, por sua vez, é com a borda externa traseira do pé oposto.

  • Euler: batizado em homenagem aos irmãos austríacos Carl e Gustav Euler, trata-se de um salto que não é utilizado como elemento individual na patinação artística. A decolagem começa pela borda externa traseira de um pé e a aterrissagem é na borda interna traseira do outro pé. Assim, é mais utilizado em transições para incluir outros saltos em combinações, como Salchow ou Flip.


Quais são os elementos requeridos na patinação artística?

A disputa individual da patinação artística requer diferentes elementos em suas rotinas. O programa curto, com 2min40s, é o que possui itens obrigatórios que devem ser seguidos à risca pelos patinadores. No programa longo, de 4min00s, há apenas uma recomendação e os atletas podem montar suas apresentações livremente. Confira os requisitos dos dois programas:


Programa curto

  • Um duplo ou triplo axel

  • Um salto triplo ou quádruplo

  • Uma combinação de saltos duplo-triplo, triplo-triplo (dois saltos em sequência) ou combinação de salto quádruplo com um duplo ou triplo no masculino

  • Um flying spin

  • Um camel spin ou um sit spin com apenas uma troca de pé no masculino; um layback spin (cabeça para trás), camel spin ou sit spin sem troca de pé no feminino

  • Uma combinação de giros com apenas uma troca de pé

  • Um step sequence utilizando toda a superfície do gelo


Programa longo

  • Até sete elementos de saltos, sendo um deles um salto axel

  • Até três giros (sendo um deles uma combinação, um flying spin ou um giro com salto de entrada e outro com apenas uma posição)

  • Apenas um step sequence

  • Apenas uma sequência coreográfica

A lista de elementos, contudo, é atualizada regularmente pela ISU a cada temporada e sofre alterações de um ano para o outro.







Foto de International Skating Union - ISU 2023





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