Em um ano de Athletico, Felipão vai de treinador a dirigente e destaca: "Dando alguns passos"
- MDD Sports

- 6 de mai. de 2023
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Diretor-técnico do Furacão ainda fica na beira do gramado em jogos da Libertadores e discute situações de jogo com o treinador Paulo Turra. Felipão também foca na base e não
O diretor-técnico Luiz Felipe Scolari, 74 anos, completou um ano de Athletico na quinta-feira. Ele foi anunciado em 4 de maio do ano passado em dupla função: treinador e dirigente.
Após a vitória do Furacão por 2 a 1 contra Libertad, na quinta-feira, Felipão fez um balanço na zona mista do Defensores Del Chaco. O time brasileiro disparou na liderança do grupo G e tem caminho confortável na Libertadores.
O dirigente afirmou que se tornou um torcedor rubro-negro nesse período, elogiou o presidente Mario Celso Petraglia e reconheceu que ainda aprende as funções do novo cargo.
Um ano para gostar de Curitiba e do Athletico, me tornar atleticano. Aprendi a trabalhar de uma forma um pouco diferente, com um presidente visionário e que faz tanta diferença no futebol brasileiro. Conhecendo algumas situações e o trabalho que podemos fazer. Ainda dando alguns passos.
— Felipão

Foto: José Tramontin/Athletico
Scolari vem deixando claro que não participa do mercado da bola, o que inclui discutir renovações de contrato. Essa responsabilidade fica com Petraglia e o executivo Alexandre Mattos.
No dia a dia, Felipão faz a integração e discute situações de jogo com o treinador Paulo Turra e os outros comandantes das categorias de base. O foco do experiente profissional é para a formação atleticana e é visto acompanhando os jogos no CT do Caju. Ele quer que o drible volte a ser um diferencial na iniciação dos jovens atletas.
A ideia do Furacão, principalmente do presidente Mario Celso Petraglia, é de que Felipão seja o "técnico dos técnicos".
Felipão salvou a temporada 2022
O então treinador substituiu Fábio Carille, demitido após 21 dias e goleada sofrida por 5 a 0 para o The Strongest, em La Paz. Já para a vaga nos bastidores, quem saiu foi o diretor Paulo Autuori. Dessa forma, Scolari acumulou os dois cargos "sem querer".
Felipão pegou o Athletico como lanterna do grupo da Libertadores no ano passado e chegou até a final da Libertadores, vencida pelo Flamengo. Na Copa do Brasil, caiu nas quartas de final para o Fla.
Por fim, no Brasileirão, o Furacão de Felipão saiu do 13º para sexto lugar, com vaga direta para a fase de grupos da principal competição sul-americana. A classificação aconteceu em confronto direto contra o Botafogo, na última rodada, com 3 a 0 na Arena da Baixada.
Ao fim de 2022, Felipão optou por ser aposentar como técnico após mais de 40 anos. Ele teve 27 títulos na carreira - o maior a Copa do Mundo de 2002 pelo Brasil.
Já como dirigente, Scolari bancou o auxiliar Paulo Turra, fiel escudeiro desde 2017, para assumir o comando do Furacão em 2023 - ele não treinava um time desde 2016, com o Cianorte. O mandatário Petraglia refutou inicialmente, mas cedeu depois.
Nesta temporada, com Turra, o Athletico conquistou o Campeonato Paranaense de forma invicta, está nas oitavas de final da Copa do Brasil e lidera seu grupo na Libertadores. Na Série A, em três rodadas, ocupa a 14ª posição.
Paulo Turra tem 19 vitórias, três empates e três derrotas em 25 jogos no comando do Furacão. O aproveitamento é de 80%, mas o comandante sofre com críticas.
Felipão, em jogos da Libertadores, tem ficado com Turra no banco de reservas e admitiu que se excedeu em Assunção ao dar orientações na beira do gramado. O dirigente classificou o trabalho do companheiro como "bom" e declarou que "objetivo final é mais importante que jogar bem".
Jogar mal um jogo e outro não tão bom, acontece. Não vou classificar como excelente, mas o trabalho é bom.
— Felipão
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O Athletico volta a campo contra o Flamengo no domingo, às 16h, na Arena da Baixada, pela quarta rodada do Brasileirão. Na Libertadores, o Furacão visita o Atlético-MG em 23 de maio, no Mineirão.
Fonte;ge.globo






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