Do "caos" à Sul-Americana em 2025: com Neymar, Santos tem reviravoltas e esperança para 2026
- MDD Sports

- 26 de dez. de 2025
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Do "caos" à Sul-Americana em 2025: com Neymar, Santos tem reviravoltas e esperança para 2026
Três técnicos e três demissões de diretores marcaram ano de retorno do Peixe à Série A do Brasileirão
O saldo poderia ser catastrófico, mas foi positivo: em um ano de altos e baixos, crises e oscilações, o Santos conseguiu fechar 2025 otimista de de que a próxima temporada pode ser melhor. Foram três técnicos, três demissões de diretores e meses de luta contra o rebaixamento.
Em seu ano de retorno à elite, o Peixe sofreu para escapar do Z-4 no Campeonato Brasileiro, mas acabou classificado à Copa Sul-Americana, aumentando seu calendário para 2026, que também terá Copa do Brasil e Campeonato Paulista.
Neymar, que retornou no fim de janeiro com todas as pompas de um ídolo eterno, sofreu com lesões e disputou apenas 28 partidas na temporada. As finais, porém, cruciais para salvar o ano do clube e mirar um 2026 de dias mais tranquilos.
Três técnicos, várias crises
O ano começou caótico para o Santos. Demitido em novembro de 2024, Fábio Carille deixou o cargo vago no clube por meses. O Peixe negociou com Gustavo Quinteros por várias e várias semanas, mas não conseguiu fechar com o treinador argentino nem mesmo nos últimos dias de dezembro.
O então diretor de futebol Alexandre Gallo "pagou a conta" e acabou demitido. Em seu lugar, Pedro Martins foi contratado como CEO do clube e trouxe imediatamente consigo o português Pedro Caixinha.
A primeira ação de Caixinha foi cancelar a pré-temporada da equipe nos Estados Unidos para ter mais tempo de formar e adequar seu elenco em treinos no CT Rei Pelé.
Durou até 14 de abril, quando foi demitido após derrota para o Fluminense, no início do Brasileirão. Com ele, saiu também Pedro Martins, pouco depois.
A diretoria, então, quebrou a cabeça por uma solução mais criativa no mercado. Trouxe, com o aval simbólico do pai de Neymar, Cleber Xavier, auxiliar de Tite por anos na seleção brasileira. Mesmo com bom conhecimento de futebol, Clebinho não se segurou no cargo por muito tempo.
Foi demitido em agosto, após a fatídica derrota por 6 a 0 para o Vasco, no Morumbis.
A virada de chave viria com um nome surpreendente. Depois de procurar Jorge Sampaoli e Ramon Díaz, o Santos "acertou a mão" ao mirar em Juan Pablo Vojvoda, que havia saído do Fortaleza meses antes. Fã da história do clube, o argentino topou pegar o projeto em andamento. O resto é história.
"Eu vou, mas eu volto..."
Fã de Neymar, torcedor do Santos guarda lembrança da apresentação
Em meio ao caos, o ano ficou marcado também pelo retorno de Neymar ao futebol brasileiro. O ídolo foi apresentado na Vila Belmiro, em momento emocionante e marcante para uma torcida que havia sofrido meses antes com o rebaixamento à Série B.
Aos 33 anos, Neymar sofreu com lesões ao longo do ano. Foram quatro problemas musculares, em março, abril, setembro e o mais recente agora, com lesão no menisco do joelho esquerdo. Assim, atuou em apenas 28 jogos, marcando 11 gols e quatro assistências.
Estendeu o vínculo sem maiores discussões em junho e agora vive novo período de renovação para seguir no Peixe pelo menos até o meio do ano que vem, depois de ser crucial na retomada final no campeonato, com cinco gols e uma assistência nos últimos quatro jogos.
No campo, eliminações...
O Santos não fez jus ao seu retorno na Copa do Brasil e caiu logo na estreia, na terceira fase, para o CRB, nos pênaltis, em Maceió. No Paulistão, o clube também já havia sofrido ao ser eliminado na semifinal para o rival Corinthians.
Moedor de técnicos? De diretores!
Na janela de transferências de meio de ano, além de reforços, o Santos trouxe também o diretor Alexandre Mattos, que até então estava no Cruzeiro. Uma contratação para auxiliar na remontagem do elenco e também para assumir de vez o cargo tão instável.
As constantes trocas em cargos de diretoria acabaram expondo o clube em vários momentos ao longo do ano. Um deles foi quando o então CEO Pedro Martins disse que o "saudosismo iria matar o Santos". A coletiva "sincerona" caiu como uma bomba na sala da presidência.
Ele seria demitido algumas semanas depois, sendo a terceira saída do clube no ano. Paulo Bracks hoje integra a direção de futebol do Atlético-MG, mas em janeiro também teve a saída do clube decretada. Alexandre Gallo completou a lista.
Agora, Mattos tenta dar estabilidade à diretoria e mostrar que 2026, com comissão técnica já bem estabelecida e seu trabalho, pode ser muito melhor para o santista.

Neymar agradece por concluir ano de forma positiva com o Santos — Foto: Jota Erre/AGIF





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