Brasileiro nega ter mordido rival em luta no Cazaquistão: "Teria arrancado um pedaço da orelha"
- MDD Sports

- 6 de mai. de 2023
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Thiago "Siriguela" diz ter feito pressão com a boca e admite que pode ter dado impressão de mordida ao adversário, mas que não o fez: "Nunca (tive) conduta antidesportiva na vida"
A luta entre Thiago "Siriguela" Oliveira e Erkin Darmenov, pelo Octagon 44, há uma semana, em evento realizado no Casaquistão, terminou de forma um tanto inusitada. O brasileiro dominava a luta quando conseguiu uma posição nas costas do adversário, mas teria mordido o lutador cazaque, em cena que viralizou nos últimos dias. Em entrevista exclusiva ao Combate, o baiano de 40 anos negou a ação e afirmou que o fim da luta se deu por outro motivo.
- Não fui desclassificado por ter mordido alguém. Se você assistir o vídeo várias vezes, não vai conseguir definir se mordi ou não, em momento nenhum. Até porque, literalmente estava de boca aberta - tentou justificar Siriguela.
Siriguela diz ter pressionado o adversário com a cabeça e o queixo. Segundo ele, o que pode ter acontecido é ele ter passado os dentes na orelha de Darmenov e o rival ter tido a impressão de ter sido mordido.

— Foto: Reprodução/Instagram
- Fiz pressão assim com a boca aberta, até porque, se mordesse de protetor bucal naquela adrenalina, aquela força que eu estava fazendo, teria arrancado um pedaço da orelha dele. Não tem como.
Após o fim do combate, é possível ver Thiago protestando contra a anunciada desclassificação e apontando para o protetor bucal, como se mostrasse que não teria como morder.
O brasileiro alega que não foi desclassificado do evento pela mordida, mas sim por ter se negado a recomeçar uma luta que ele alega já ter vencido.
- Eles queriam voltar à luta como se nada tivesse acontecido. Finalizei e o cara bateu, e aí decido não voltar à luta, não continuar, porque era exatamente o que o evento queria. Eles queriam, todo mundo queria que a luta continuasse. Decidi que não, porque venci, não teria que vencer de novo. Quem já lutou lá naquele lugar sabe. Não tenho que ficar justificando nada, tenho mais de dez anos de carreira, mais de 25 lutas e nunca (tive) conduta antidesportiva na vida. Não seria agora, com quase 40 anos, que faria isso.
Mesmo com toda polêmica, o brasileiro afirmou que alguns eventos “interessantes” o procuraram para lutar. Para ele, o acontecido no Cazaquistão ficou para trás.
- Continuo aí lutando, tenho uma carreira pela frente ainda, muita luta pela frente. Só tenho a dizer que a vida continua. Assista o vídeo lá. Dê uma olhada. Cada um vai tirar sua conclusão - concluiu.
Fonte;ge.globo






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