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Análise: Cruzeiro definha contra o Botafogo, frustra expectativas e cria pressão com um mês de temporada=

  • Foto do escritor: MDD Sports
    MDD Sports
  • há 16 minutos
  • 3 min de leitura

Análise: Cruzeiro definha contra o Botafogo, frustra expectativas e cria pressão com um mês de temporada


Time perde chances em momentos cruciais, se desorganiza após gol do adversário e sofre derrota na abertura de torneio em que é visto como um dos favoritos


O Cruzeiro foi atropelado pelo Botafogo na estreia do Campeonato Brasileiro. Um time que não foi mal durante o primeiro tempo, mas que definhou ao longo da segunda etapa, merecendo o placar de 4 a 0. Fruto da desorganização, em vários momentos, mas também de erros individuais, em tantos outros.


O time comandado por Tite entrou em campo contra o Botafogo com duas missões principais. Precisava dar uma resposta após jogar mal e perder o clássico para o Atlético, além de ser importante começar bem o torneio onde é colocado como um dos postulantes ao título.


E até tinha relativo favoritismo sobre o Botafogo, afundado em crise administrativa.

Mas, na prática, os cariocas foram mais time em boa parte do jogo. O Cruzeiro começou mal. Com dificuldades desde a saída de bola, entregava a posse para o Botafogo e tinha dificuldades para retomá-la. Os primeiros 20 minutos foram de apenas um time, mesmo que Cássio não tenha sido acionado.


O gol anulado de Kaio Jorge parece ter ligado o Cruzeiro na partida. Forçava o Botafogo a saídas longas, retomava a posse e usava bem as bolas em profundidade – ponto forte do time em 2025. E foi assim que perdeu boas chances de abrir o placar, especialmente com Kaio Jorge e Wanderson.


O problema é que não deu nem sequer tempo de entender qual seria o cenário no segundo tempo, e Danilo já abriu o placar. Belo gol, após Montoro fazer o que quis com Fagner, Romero e Lucas Silva, além de Jonathan Jesus assistir Arthur Cabral trabalhar como pivô.


A resposta inicial não foi das piores. Arroyo melhorou a criatividade do time, Gerson obrigou Neto a trabalhar, e Kaio Jorge jogou fora a melhor chance do Cruzeiro em toda a partida. Sem apetite para finalizar cara a cara com o goleiro, tocou fraco para Matheus Pereira, que não chegou na bola. Dois minutos depois, contra-ataque mortal e gol do Botafogo: 2 a 0.


O que se viu depois, sem exagero, foi um amontoado de jogadores vestindo azul em campo. O Botafogo nem precisava mais do esforço coletivo ou do brilho individual de Montoro para incomodar. Fez os dois gols e goleou quase que de forma culposa.


Mas, ainda que o coletivo tenha se esfacelado com os gols e com as mudanças de Tite, as atuações individuais também foram decisivas para o placar. Mais fácil citar aqueles que não contribuíram decisivamente para o caos: Cássio não teve culpa nos gols, Arroyo deu sopro de esperança no ataque, e Gerson demonstrou que faz diferença no meio-campo.


Os demais, sem exceção, foram abaixo da crítica. Com Ancelotti no Nilton Campos, certamente Fabrício Bruno, Matheus Pereira e Kaio Jorge perderam pontos no vestibular para a Copa do Mundo.


O contexto torna as cobranças externas ainda maiores sobre os jogadores e, especialmente, sobre Tite. Afinal de contas, era esperada a sequência de um trabalho que superou todas as expectativas em 2024. No papel, existe a continuidade. Mas para por aí.


Natural que o discurso seja de terra arrasada e caminhe, como sempre, para pedir a cabeça da comissão técnica. É cedo - ao menos em 30 janeiro -, mas o sarrafo deixado por 2025 é alto e seguirá sendo lembrado em 2026. Classificar no Mineiro e reagir rápido no Brasileiro são obrigações para manutenção da ideia de sequência de todo um trabalho.







Jogadores do Cruzeiro após goleada para o Botafogo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF





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