Alonso quer liderar pelotão intermediário da F1 com Aston Martin
- MDD Sports

- 21 de fev. de 2023
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Egresso da Alpine, que foi a "melhor do resto" no campeonato de 2022, bicampeão garante que dará tudo de si na nova equipe e quer comprometimento: "Aqui não há celebração até vencermos"
Piloto mais experiente do grid, Fernando Alonso iniciará em 2023 mais um desafio na F1; dessa vez, pela Aston Martin. O bicampeão deixou a Alpine para se juntar à equipe britânica e não poupa ambição para o desempenho do time na temporada que está por vir - embora pregue cautela nas expectativas. Apesar disso, a própria Aston Martin objetiva já estar brigando por títulos em cinco anos.
- Temos que manter os pés no chão, entender que não há milagres na Fórmula 1 de um ano para o outro. Faz só alguns meses desde Abu Dhabi, e há uma lacuna enorme para recuperar em relação às equipes líderes. Mas definitivamente temos que, se possível, liderar o pelotão intermediário. Estar próximos do top 3 - disse o espanhol.

Foto: Divulgação/Aston Martin
Esse será o terceiro ano da equipe batizada como Aston Martin, após a aquisição do espólio da Racing Point (que por sua vez, já foi Force India). Em 2021 e 2022, o time foi sétimo colocado no campeonato de construtores, empatada com a Alfa Romeo na temporada passada. Seu último pódio foi no GP do Azerbaijão de 2021, quando Sebastian Vettel chegou em segundo lugar.
Alonso vem justamente para ocupar o lugar deixado pelo antigo rival no começo da década de 2010, que se aposentou no fim de 2022. O veterano assumirá uma posição de liderança à frente de Lance Stroll, seu novo e mais jovem companheiro de equipe (Lance tinha oito anos quando Alonso foi bicampeão mundial, em 2006).
Na temporada passada, ficou a cargo de Vettel pontuar pelo time - em dez das 20 corridas que ele participou. O canadense de 24 anos, por sua vez, ficou no top 10 em oito ocasiões de 22 rodadas.
Além do pódio em Baku, a Aston Martin chegou perto de brigar por uma vitória apenas uma vez, também com Vettel no GP da Hungria de 2021. Na ocasião, porém, o tetracampeão foi desclassificado por uma irregularidade na quantidade de combustível disponível após a corrida.
- A equipe ainda não experimentou lutar por vitórias, pódios ou o título, mas eles têm autoconfiança e sabem que podem alcançar isso. É algo diferente das outras equipes em que estive das últimas vezes, as quais tiveram sucesso no passado mas se acomodaram. Eles ficavam em quarto lugar, e ficavam felizes com o quarto lugar. Ficavam felizes com o quinto se estivessem ali. Se fôssemos os sétimos colocados, haveria festa. Aqui não há celebração até vencermos - destacou Alonso.
O bicampeão vem de uma equipe forte no pelotão intermediário, a Alpine. O time francês foi quarto colocado no Mundial passado, superando a oito vezes campeã McLaren pela quarta colocação - melhor posição abaixo das gigantes RBR, Ferrari e Mercedes.
No entanto, a temporada de Alonso foi comprometida pela falta de consistência do carro francês, cujas quebras fizeram o bicampeão abandonar seis corridas. Frustrado e ainda com poucas chances de conseguir um contrato acima de um ano de duração por já ter 41 anos, o espanhol não renovou com a Alpine e mudou-se para a Aston Martin, onde permanece até 2024, pelo menos.
Além da chegada do bicampeão, a Aston Martin ainda deu boas vindas a Dan Fallows, ex-diretor de aerodinâmica da RBR e atual diretor técnico no time britânico, e Eric Blandin, que veio da Mercedes para desempenhar a função de diretor de aerodinâmica.
- A coisa mais importante pra mim esse ano é garantir que o carro e essa base poderão encaminhar o desenvolvimento futuro dos carros da Aston Martin. O pacote do ano passado teve algumas limitações, mas a equipe passou por algumas coisas e melhorou muito no fim do ano. Temos o investimento, as instalações e talento, é só uma questão de tempo. Infelizmente não tenho mais 20 anos, mas farei meu melhor para ajudar a equipe - prometeu o espanhol.
Fontre;ge.globo






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